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Dona da Brastemp e Consul elimina 3 mil empregos no Brasil

Empresa disse que cortes devem-se 'à realidade do mercado brasileiro'. Nesta terça, fabricante reduziu projeção de lucro e vendas para 2015.

A Whirlpool Latin America, dona das marcas Brastemp e Consul e maior fabricante de eletrodomésticos do mundo, informou nesta terça-feira (28) que eliminou cerca de 3 mil postos de trabalho no país.

Sem especificar o período dos desligamentos, a empresa disse que a ação deveu-se à "realidade do mercado brasileiro de eletrodomésticos".

"A Whrilpool Latin America informa que, por conta da realidade do mercado brasileiro de eletrodomésticos, readequou seu quadro de pessoal nos últimos meses na ordem de 3 mil colaboradores. Essa redução foi feita, basicamente, por não reposição de vagas em aberto. 

A Whirlpool reforça sua confiança no Brasil e o contínuo investimento no país", afirma o comunicado.

Em fevereiro, a Whirlpool havia anunciado 15 dias de férias coletivas para 8 mil funcionários em sua fábrica de Joinville, em Santa Catarina. À época, a empresa não comentou os motivos da decisão.

Nesta terça-feira, a empresa divulgou alta em seu lucro líquido, mas reduziu a projeção de lucro e vendas para 2015, prevendo uma queda significativa nas vendas na América Latina principalmente pela situação da economia brasileira.

Alta do dólar e balanço

À Reuters, a Whirlpool disse que a alta do dólar continuará a afetar os lucros este ano. Em fevereiro, a companhia alertou que a menor conversão em dólares das vendas no exterior de suas lavadoras e secadoras, fogões, cooktops e geladeiras poderia reduzir a receita em 2015 em US$ 1 bilhão.

Seu lucro líquido no primeiro trimestre cresceu 19% na comparação anual, para US$ 191 milhões, ou US$ 2,38 por ação. Analistas projetavam lucro de US$ 2,34 por papel para o trimestre.

A receita no trimestre totalizou US$ 4,8 bilhões, em comparação a US$ 4,4 bilhões um ano antes. Analistas em Wall Street previam US$ 5,06 bilhões em vendas no primeiro trimestre.
A companhia disse que reduções de custos e aquisições recentes ajudaram a compensar o impacto do dólar forte e da queda na demanda no Brasil durante o primeiro trimestre.

De acordo com as projeções da companhia, as vendas industriais na América do Norte devem crescer em cerca de 4% neste ano, uma redução ante a projeção anterior de entre 4% a 6%. 

A companhia acrescentou que as vendas na América Latina devem cair em 2015 entre 10% a 12%, uma baixa notável ante sua projeção anterior de vendas estáveis a uma queda de 3%.

A empresa manteve as projeções para Europa e Ásia inalteradas.



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