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Índios Nambiquara atacam à flechadas caminhão que furou bloqueio a 80 Km de Vilhena

Desde o início da semana, índios da etnia Nambiquara cobram pedágios no município de Comodoro (MT) na BR 174 (BR 364 em Rondônia). O bloqueio fica a cerca de 80 km de Vilhena.

No início da manhã desta quarta-feira, 20, o caminhoneiro José Silva da Costa “furou” o bloqueio armado pelos índios e teve o caminhão atingido por flechas, paus e pedras. “Como não vi ninguém na estrada, eu segui e quando percebi, já estavam arremessando pedras no caminhão, então  acelerei”, contou o motorista, que disse ter temido por sua vida durante o ataque.

flechas

O caminhão teve o para-brisa quebrado por uma pedra e a cabine avariada por pauladas. O veículo também foi atingido por flechas, três segundo José, que disse que só percebeu as setas quando o dia clareou. “As flechas eu só vi quando o dia amanheceu e parei para conferir os estragos no caminhão”, disse.

No trajeto até o Vilhena, duas das flechas se soltaram a caíram e se perderam na estrada.  Mas uma permaneceu cravada no caminhão.

Um Boletim de Ocorrência foi lavrado pela Polícia Rodoviária Federal e o caminhão será periciado por agentes da Polícia Federal, segundo o Inspetor Lobato, da PRF. “Eu poderia nem ter parado aqui, mas fiz questão de registrar o Boletim de Ocorrência, porque é muito desaforo. A gente trabalha, paga os impostos e temos que nos sujeitar a isso?”, questionou o profissional do volante.

Motorista mostra "recibo" pelo pagamento do pedágio
De acordo com o inspetor da PRF, outras pessoas que se sentiram lesadas com a cobrança do pedágio indígena também registraram Boletim de Ocorrência. “Os casos que estamos registrando, enviamos ao Ministério Público Federal e a Polícia Federal, porque vai ter que ser montado um processo e com certeza quem estiver cometendo crime irá responder pelos seus atos, independentemente de ser índio, porque o indígena também tem que respeitar a leis do País”, disse Lobato, salientando que a rodovia federal não está dentro das terras indígenas. “Eles estão cometendo crime de extorsão, têm consciência disso e responderão pelos seus atos”, concluiu.


O inspetor da PRF em Vilhena disse que o local do bloqueio está sob jurisdição da Delegacia da PRF de Pontas e Lacerda (MT) e que eles estiveram ontem no local e já comunicaram as autoridades superiores da PRF, que estão buscando a solução para o problema. “O que compete à gente agora é aguardar as ordens de missão para tomarmos as medidas que o caso requer”, disse.

A reportagem ouviu outros caminhoneiros e todos se mostraram insatisfeitos com o bloqueio. Como o caso de Sidnei Ozório, que mostrou o comprovante de pagamento do pedágio e revelou que, como o novo valor exigido pelos índios, irá gastar R$ 200 por viagem apenas com as cobranças.

O motorista de uma empresa de ônibus disse à reportagem que a fila no bloqueie ultrapassa 1 km, causando transtornos e atrasando a viagem.

Autor: Rogério Perucci / Folhadosulonline.com.br
Créditos de Fotos: Rogério Perucci



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